Revista de Imprensa

Deixo-vos aqui com literatura suficiente para o fim de semana vindouro. Material para reflexão, porque a revolta começa com a abertura de horizontes. O tema recorrente é, pois bem, como o falhanço da austeridade enquanto política económica está finalmente a revelar que se trata de um projecto de redistribuição de riqueza da maioria para a minoria. Não se esqueçam que o Fórum Económico de Davos está em curso (25-29 Janeiro), onde os cleptomaníacos se juntam para planear o roubo à mão armada do resto do mundo.

Lunaticos!

Maxkeiser.com

Portugal may need second bailout
Resumo: Os mercados agitam-se que Portugal não consiga pagar as dívidas no valor de 11 biliões que tem a vencer em Setembro de 2013. Provável receita: mais austeridade em 2012, o que fará a falência quase certa em 2013. Extremamente racional.
Link:http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203806504577178911281720928.html?KEYWORDS=portugal

Pantaleão Relvas e a sua visitadora
Resumo: No fundo, o que Daniel Oliveira está a dizer é que este Governo está a enveredar pelo caminho de “crony capitalism” (capitalismo de compadrio, assente em tráfico de influências opaco),  dando as jóias da coroa aos amiguinhos corruptos (e que também podem retribuir as prendinhas mais tarde).
Link: http://aeiou.expresso.pt/pantaleao-relvas-e-a-sua-visitadora=f701142

Why I am not optimistic about Europe
Resumo: O autor deste blog é ligeiramente demagógico na forma como escreve (gosta de simplificar as suas explicações em listas e, frequentemente, em binómios) e adora promover-se, mas até consegue dizer umas verdades de quando em vez. E neste caso, a lição que tem a oferecer é: as raízes da crise europeia podem encontrar-se nos altos níveis de dívida privada (e não tanto Estatal) e nos desiquilíbrios macroeconómicos entre Alemanha e sul da Europa. Explicando: Quando a crise estalou em 2007/2008 nos EUA, os fundos de investimento, à procura de salvamento, atiraram-se aos “certificados de aforro” de dívida soberana na Europa, transferindo a bolha do mercado imobiliário americano para os mercados de dívida pública europeus. Contudo, dadas as fragilidades macroeconómicas da Europa (desfasamento Alemanha e Sul, enquadramento inadequado de política monetária), a bolha dos títulos soberanos encontrou ressonância na economia real (certamente ampliado pelos resgates aos bancos) e as políticas de austeridade que se lhe seguiram agravaram a espiral negativa. Consequência: falhanço da austeridade enquanto política económica, falência da Grécia e possivelmente falência portuguesa.
Link:http://www.creditwritedowns.com/2012/01/why-i-am-not-optimistic-about-europe.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+creditwritedowns+%28Credit+Writedowns%29&utm_content=Google+Reader

Angela Merkel casts doubt on saving Greece from financial meltdown
Resumo: Momento Histórico. A Merkel reconhece pela primeira vez, em público, que a “solução final” para lidar com a crise de dívida soberana europeia não resultou. “Angela Merkel has cast doubt for the first time on Europe’s chances of saving Greece from financial meltdown and sovereign default, conceding that Europe’s first ever multibillion euro bailout coupled with savage austerity was not working after a two-year crisis that has brought the single currency to the brink of unravelling.” Ou seja, o que ela está a dizer é: já salvámos os bancos alemães do abismo através do bail out à Grécia, Portugal e Irlanda, no que provavelmente constitui um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro que o mundo alguma vez já viu, e ao mesmo tempo forcei a Europa em dívida (nós) a passar por um “asset stripping”, ou pilhagem, e promovi governos de compadrio político, transformando a Europa mediterrânica na América latina da Europa (nos anos 70/80).
Link: http://www.guardian.co.uk/world/2012/jan/25/angela-merkel-greece-financial-meltdown

Europe at war with Iran
Resumo: Pablo Escobar escreve os melhores artigos de geoestratégia na Ásia Central. Neste caso, fala do suicídio económico que constitui para a Europa aplicar sanções económicas ao Irão, por 3 razões: 1) a Europa importa 25% do petróleo produzido no Irão, 2) A europa depende do Irão para avançar com o oleoduto Nabuco (que ligará o Turquemenistão – via Turquia, Bulgária, Roménia e Hungria – à Europa dita Ocidental) e finalmente, 3) os maiores beneficiários do petróleo Iraniano são a Grécia, a Itália e a Espanha. Certamente que um embargo energético, não ajudará em nada a economia dos países porcalhotos!
Link: http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/NA25Ak02.html

Asset Striping in Ireland (vídeo)
Resumo: Excelente resumo, em 20 minutos, da austeridade, do assalto aos bens públicos e ao contribuinte irlandês, a mafia internacional do FMI, UE e Bancos, emigração e mais ou menos todos os tópicos que abordamos até agora neste blog.

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