A coboiada da zona euro

Inferno da Troika

Inferno da Troika

O baile continua na Grécia…

Como já salientamos na Farpa:

The objective of 120% for Greek debt in GDP is totally unrealistic, not only because it won’t be attained (it won’t), but because even if it were the country would still be in an unsustainable situation in  2020. So this is hardly something to be proud of, or look forward to. (…) At the end of the day the Greek bailout is not for the Greeks at all. Certainly they will see very little of the money, and there will be none whatsoever to help restart their withering economy. The Greek bailout is to protect the rest. It is a vain attempt to let Greece go its course (or even die) while preventing the contagious smell from reaching Spain or Italy. The only real creditors now are the official sector. This is not a bailout, it is a “cordon sanitaire”.

Fonte/Link Economonitor

… E em breve chegará a Portugal!

With Greece increasingly doomed, the real significance of the negotiations is that they provide a template for future European sovereign restructurings. No one buys the oft-stated European leaders’ position that Greece’s position is unique or exceptional. Portugal is first in the line of fire, with the Irish, Spanish and Italians watching anxiously. (…) The 120% level is largely meaningless, being a political construct designed to avoid drawing unwelcome attention to Italy whose debt levels are around this level. (…) The entire trajectory of discussions, plans and negotiations largely ignores Greece. There is no longer any pretence of “assisting” Greece. It is about ensuring that German and French banks minimise their losses.

Fonte/Link Naked Capitalism

Mas nem tudo vai bem no feudo teutónico.

Será que os Alemães vão sofrer as consequencias de uma bolha no sector imobiliário?

The irony inherent in a monetary union: even if bubbles become clearly visible in certain countries, such as Germany or Denmark, their central banks are condemned to sit on the sidelines because they cannot set interest rates. Meanwhile, the ECB is flooding the market with cheap money to keep parts of the Eurozone and some large banks from imploding. In doing so, it is inflating bubbles in other parts of the Eurozone. Which comes with a steep cost: when housing bubbles blow up, the damage they leave behind is immense.

Fonte/Link Naked Capitalism

Aumento da competitividade?

Estudo comparado da competitividade (exportações) de Portugal e Irlanda versus Letónia e Grécia. No caso de Portugal e Irlanda as exportações estão a aumentar, enquanto que na Letónia e Grécia estão em queda livre. A hipótese é que Portugal e Irlanda beneficiaram até agora de um crescimento geral do comércio internacional (e não tanto que a austeridade esteja a resultar). Quanto tempo vai durar esta circunstância positiva? Se as exportações portuguesas caírem a miséria será ainda maior.

Exportações Portugueses

Exportações Portugueses

Fonte/Link Economonitor

Salários negativos (isto é: pagar para trabalhar)

Há uns dias anúnciamos aqui que na India planeia-se treinar macacos para apanhar cocos, em vez de pagar salários decentes a quem o fazia antes. Pois agora na Grécia, os trabalhadores do sector público vão pagar para trabalhar. Devido a cortes retroactivos, os ditos trabalhadores, 64 mil deles, vão trabalhar sem salário ou até trabalhar sem salário e ainda ter que devolver mais dinheiro. Isto equivale a atravessar a barreira do som no que diz respeito a direitos dos trabalhadores.

Gostaria de chamar atenção dos nossos leitores para o fenómeno dos estágios não renumerados, que constitui já um fenómeno de grande importância na supressão de salários no sentido em que 1)  os estagiários não recebem, 2) pagam para trabalhar (custos de transporte, etc) e 3) frequentemente desempenham funções que correspondem a um emprego a tempo inteiro. Quem estiver interessado no tópico, aconselhamos a leitura de Intern Nation: How to Earn Nothing and Learn Little in the Brave New Economy de Ross Perlin.

Intern Nation is the first exposé of the exploitative world of internships. In this witty, astonishing, and serious investigative work, Ross Perlin profiles fellow interns, talks to academics and professionals about what unleashed this phenomenon, and explains why the intern boom is perverting workplace practices around the world.

Fonte/Link Zero Hedge
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